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Meu Caminho como Escritor

7 de março de 2025 Neto 3 mins de leitura Uncategorized
Meu Caminho como Escritor

Do Sonho à Publicação

Eu cresci rodeado por mundos fantásticos, criaturas lendárias e desafios heroicos. Não porque minha vida real fosse repleta de aventuras, mas porque eu as criava. Meu primeiro contato com a narrativa não foi pelos livros, mas pelo RPG. Antes de ser escritor, fui jogador. Passava horas explorando cavernas escuras, enfrentando monstros e desvendando segredos. Mas foi quando comecei a mestrar que algo dentro de mim despertou.

Naquela época, o acesso a aventuras prontas não era tão fácil como hoje. Se eu queria levar meus amigos para mundos inexplorados, eu precisava criá-los. Assim, comecei a escrever. No início, eram apenas anotações soltas, mapas rabiscados, pequenos fragmentos de histórias que ganhavam vida em nossas mesas. Mas, com o tempo, percebi que aquelas narrativas não eram apenas para o jogo — elas me pertenciam, e eu podia moldá-las como quisesse.

Foi assim que nasceu minha paixão pela escrita. O que antes era apenas um recurso para o RPG se tornou um prazer incontrolável. Eu devorava livros, aprendia com os melhores, absorvia estilos, técnicas e maneiras de contar histórias. Cada página lida acendia em mim a vontade de criar algo tão grandioso quanto as obras que admirava.

Com o tempo, a escrita começou a se infiltrar em todas as áreas da minha vida. Quando escolhi a publicidade como profissão, foi a redação que me acompanhou. Textos publicitários, roteiros, campanhas — tudo isso ajudou a refinar minha capacidade de contar histórias de forma envolvente. Mas, ainda assim, havia um vazio. Meu desejo de criar mundos inteiros, personagens marcantes e tramas emocionantes não podia ser limitado pelos briefings e deadlines da publicidade.

Foi então que comecei a escrever pequenos contos. No início, eram experimentos, testes, tentativas de dar forma às ideias que fervilhavam na minha mente. Cada conto era uma porta para um novo universo. E, sem perceber, um dia eu me vi diante de algo maior: meu primeiro livro.

Escrever um livro é uma jornada solitária e, ao mesmo tempo cheia de vozes. É um caminho onde a insegurança caminha de mãos dadas com a empolgação, e onde cada página escrita traz uma mistura de orgulho e dúvida. Mas quando finalizei meu primeiro manuscrito, soube que aquele era somente o começo. O começo de um sonho que sempre esteve ali, latente, apenas esperando o momento certo para ser escrito.

Hoje, ao olhar para trás, vejo que tudo começou com aqueles primeiros mundos criados para um grupo de amigos ao redor de uma mesa. A escrita, para mim, sempre foi uma forma de levar as pessoas para outros lugares, de fazê-las viver experiências que talvez nunca pudessem viver de outra forma. E é isso que quero continuar fazendo. Porque contar histórias não é apenas uma paixão, é parte de quem eu sou.